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Até breve…

Novembro 12, 2007

E todos viveram felizes para sempre

É, o ano está terminando… e, juntamente com seu fim, muitos trabalhos, algumas provas para fazer e, claro, a perspectiva para um segundo ano (ainda) melhor!
A tripulação do “U-tópico” já vai puxar a âncora e… partir! Sim, as tão esperadas férias estão chegando e daqui a pouco o peru de natal vai pro forno!
Então nós desejamos a vocês muitas reflexões, um natal maravilhoso, um ano novo super agitado e um carnaval inesquecível!
Ah, e como nós não poderíamos deixar de lado: para aqueles que vão trabalhar, bom trabalho!

Bye, bye querida ilha!

Por Mariana Gabellini.
Imagem: Leonam Bernardo.

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A discriminalização do aborto

Setembro 21, 2007

As pesquisas recentes realizadas sobre a questão do aborto mostram que a opinião pública tem uma posição contrária a sua legalização, o que demonstra a necessidade de abrir esta discussão na sociedade, de forma que seja garantido o espaço para se colocarem as diversas posições.
Em 2006, o Ministério da Saúde divulgou alguns números assustadores sobre a questão do aborto: foram realizados, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 2 mil abortos legais e 220 mil curetagens pós-aborto, provavelmente decorrentes de intervenções realizadas em condições inseguras. Além desses dados, estima-se que aproximadamente um milhão de abortos clandestinos são feitos por ano no Brasil e cerca de 150 mil mulheres morrem ou ficam com seqüelas devido às condições precárias em que são obrigadas a realizar o aborto.
Esses índices são ignorados pelo Código Penal Brasileiro, que criminaliza todo o tipo de aborto, à exceção de casos em que a gravidez põe em risco a vida da mulher ou quando é resultado de estupro.
No Senado, existem três matérias tramitando sobre o assunto e todas abordam a permissão do aborto no caso de fetos que se desenvolvem sem cérebro ou com doença grave que o leve à morte ainda no útero. Na Câmara, 19 propostas tratam diretamente do assunto. Sete delas são contra o aborto e pedem a revogação dos direitos já garantidos ou a tipificação do aborto como crime hediondo. Nove projetos são favoráveis ao aborto em casos específicos e apenas uma proposta pede a descriminalização total do aborto (PL 1.135/91).
No ano passado, um projeto para legalizar o aborto quase foi aprovado. Faltou apenas um voto. A partir desse fato, houve uma grande ofensiva por parte dos setores contrários à legalização do aborto, organizando-se em atos e marchas. Essa reação é liderada por setores da direita e pela Igreja Católica e conta com o apoio de algumas personagens da esquerda, que deixaram de lado uma das mais importantes bandeiras de luta das mulheres.
Grande parte daqueles que são contra a legalização do aborto utilizam o argumento do “direito à vida”. Porém, este é um argumento hipócrita. A maioria das mulheres que realizam os abortos clandestinos são mulheres pobres, trabalhadoras que vivem em péssimas condições. Sendo assim, sabemos que os filhos dessas mulheres não teriam os direitos básicos que garantem de fato a vida, como assistência médica gratuita, creche, escola, trabalho com salário digno, etc. Dessa forma, é hipocrisia contrapor o argumento de defesa da vida com o direito das mulheres decidirem se querem ou não ter um filho.
Além disso, esses setores defensores do direito à vida ignoram completamente o fato de milhares de mulheres morrerem todos os anos, como mostram os dados citados no início do texto. Isso poderia ser evitado se as mulheres pobres tivessem o mesmo acesso ao aborto que as mulheres ricas, que têm a possibilidade de pagar cerca de 5 mil reais e realizá-lo de forma segura. Para isso, o Estado precisa disponibilizar os hospitais públicos para que os abortos sejam feitos com segurança. É preciso entender assim, que essa é uma luta pelo direito de escolha da mulher.
A luta pela descriminalização do aborto visa dar direitos iguais a todas as mulheres no momento de decidir se querem ou não ter um filho. É tarefa de cada uma de nós, mulheres trabalhadoras e estudantes, levantar essa bandeira e exigir a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto.

Por Camila Mattoso

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O direito de não postar

Setembro 13, 2007

Muito bem amiguinhos, amiguinhas e internautas…

Venho por meio deste curto texto expressar minha opinião em relação a liberdade de expressão em “blogs”.

Pessoas, como eu, não sabem lidar com algumas tecnologias. Esse papo de ”blog” é difícil para muitos. 

Nós que crescemos em meio a livros, professores e palmatórias não vivemos no mesmo mundo dos que crescem, agora, em meio de paginas virtuais, gravações e chats chatos de msn.

Dessa forma, reinvindico o direito de não postar.

Por Camilo, o maligno.

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ENTRANDO EM ALFA. Om Mani Padme Hum

Setembro 9, 2007

“Arrive without travelling
See all without looking
Do all without doing”
The Inner light, George Harrison

Verão de 1960. Um simpático americano, doutor em psicologia, tenta então alcançar novas fronteiras. Timothy Leary, o “guru do LSD”, como ficou conhecido, desprezou seus quinze anos de estudos sobre a mente humana por alguns minutos iniciais que teve descobrindo-se com ácidos alucinógenos que, segundo ele, demonstraram claramente que todo o mundo que nos cerca é uma construção mental.
Mas você não tem a necessidade de sair desesperadamente procurando por umas certas substâncias ilícitas por aí para obter mais informações a respeito. Existem vários estudiosos em física quântica que confirmam: nossa mente cria toda a realidade e podemos atrair qualquer coisa que desejarmos – esperamos, é claro, que esses especialistas estejam um tanto quanto mais sóbrios que o querido Timothy.
Roger Baum, Joseph Murphy, O Segredo de Rhonda Byrne, o documentário “Quem somos nós”, todos defendem uma teoria: o poder da mente. O que acontece dentro de nós criará a vida exterior, tudo o que existe foi antes imaginado e a visão dos olhos não é diferente daquilo que a mente alcança. Somos todos energia, tudo no Universo é composto de energia. Então, ocorre que a mente forma os pensamentos, que são sintetizados em sentimentos semelhantes, que por sua vez geram uma energia também semelhante. É essa freqüência energética que é emitida para o mundo e atrai para si situações análogas. Isso significa que é possível deixar de viver mecanicamente e concentrar-se em pensamentos positivos, objetivos e receber o que se deseja de fato.
Indo um pouco mais fundo, conheçamos as idéias de Greg Brodsky, doutor em medicina natural. Ele explora os 4 níveis: Beta (a consciência), Alfa, Teta e Delta. O segundo deles, Alfa, que se encontra entre 7 a 14 CPS (ciclos por segundo) de energia de onda cerebral, é o primeiro nível da subconsciência e é explorando-o que podemos alcançar mais facilmente qualquer coisa que desejarmos e eliminar as tensões psíquicas negativas. E como atrair as coisas corretas se deixando trabalhar pela subconsciência? Ele explica. Pela meditação, exercícios mentais no estado Alfa – que se consegue com uma certa praticidade, um gravador. Sim, um gravador! Para colocar ali o que você desejar ouvir quando estiver no quinto sono.
Vamos viajar um pouco mais. O ex-guitarrista dos Beatles, o cósmico George Harrison, tinha um amigo, o indiano Deepak Chopra, responsável pelo estudo das “sete leis espirituais”. À quarta delas, deu o nome de Lei do Esforço Mínimo. Ela nada mais é do que o poder da mente revelado, diz que tudo se alcança através da imaginação, sem o menor esforço, somente com fé. “O que menos olha é o que mais vê, o que menos faz é o que mais realiza”, é a sentença de tradição hindu que serviu de inspiração para a música The Inner Light, composta por George.
É claro que se for possível obter qualquer coisa só com a mente, pode-se pensar que então o mundo será um caos maior ainda do que já é. Assim, Deepak define que antes de qualquer vontade, deve-se encontrar a sua Potencialidade Pura, o que Greg Brodsky chamaria de “eu de origem”, o seu Eu-Supremo e verdadeiro, sem a intervenção negativa das circunstâncias e das pessoas. Encontrando a si mesmo, com o silêncio interior, pode-se alcançar a chamada Paz Espiritual e a realização plena. Se todos fizessem isso, certamente os desejos não seriam tão egocêntricos.
Você pode ter lido esse texto e achado tudo uma piração tão absurda que o responsável por ele deve ter se empanturrado com as mesmas guloseimas do Doutor Timothy Leary. Ou não. Você pode ter pensado que não custa tentar, que talvez essa capacidade esteja aí, em algum lugar, louca para ser usada para bons fins. Tanto faz. O fato é que todas as pessoas no mundo, em qualquer espaço ou tempo, tiveram e sempre terão em comum uma força maior: ser feliz, seja de que forma for. Não importa no que você acredite, ou se NÃO acredita. Só seja feliz e espalhe um pouco dessa energia boa pelo mundo.

*Om Mani Padme Hum é um mantra tibetano (Oh meu Deus em mim), especial para se entrar em Alfa.

Por Lívia Hayama

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Física quântica, teoria da relatividade e o poder da mente

Setembro 2, 2007

A física quântica seria necessária para explicar a consciência? Para responder essa pergunta precisamos de pelo menos mais outras duas indagações: “o que é consciência?” e “o que é um fenômeno quântico?”.

Por definição, consciência é a capacidade que o homem tem de conhecer valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações (é conhecimento, basicamente). Já a física quântica é a teoria científica que descreve os objetos microscópicos, como átomos, e sua interação com a radiação (luz, etc.).

Pois bem, se um fenômeno microscópico é o mesmo que um fenômeno quântico, então o cérebro, que é constituído por entidades microscópicas, também pode ser considerado quântico. Isso faz com que seja pertinente, portanto, o estudo do cérebro pela física quântica.

O cérebro é composto por minúsculas células nervosas chamadas neurônios, que possuem ramificações microscópicas que se estendem e se unem a outros neurônios para formar uma rede neurônica.

Tudo que vemos ou presenciamos está associado a um pensamento ou lembrança. O cérebro, então, constrói todos seus conceitos pela Lei da Memória Associativa. Ou seja, nós construímos modelos de como vemos o mundo. Quanto mais informações temos, mais refinamos esse nosso modelo de um jeito ou de outro.

Portanto, o que fazemos é contar a nós mesmo uma historia a respeito de como é o mundo exterior. Qualquer informação que processamos ou assimilamos do ambiente vem sempre com as cores e sensações da experiência que tivemos e de uma reação emocional que temos àquilo que estamos incorporando.

A partir disso, podemos questionar o que, de fato, é a realidade, e a diferença entre o modo como vemos o mundo e o modo como ele realmente é.

Partindo para a teoria da relatividade, pegamos a famosa equação de Einstein:

E = mc² 

energia.jpg

De um lado da equação temos massa, luz, e tudo que nós achamos possível. E isso tudo é igual a energia.

Ora, se tudo é formado por átomos, e átomos nada mais são que partículas de núcleos muito densos compostos de energia, então tudo é energia, certo?

Uma parede de concreto, por exemplo, não é sólida. Trata-se de uma massa de energia em uma velocidade de vibração muito alta. Parece sólida por conta da taxa de vibração em que suas moléculas se encontram.

Portanto, eu sou energia, você é energia e tudo que existe ao nosso redor é energia. Ou seja, nós somos energia e tudo que nós queremos é energia…

Mas como não sou físico, e como nem eles chegaram a uma conclusão sobre tudo isso, fica a pergunta: até onde, então, um “amontoado de energia” pode agir e ter influência sobre outro “amontoado de energia” qualquer? Lembrando que nós todos podemos nos considerar “amontoados de energia”, isso realmente faz alguma diferença?

Por Leonam Bernardo.

[texto semelhante ao que apresentei no último mini-seminário sobre o poder da mente, com informações do filme "Quem somos nós?"]