Posts de Maio, 2007

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A propaganda e seus padrões

Maio 31, 2007

O tema do último mini-seminário baseou-se na propaganda e seus diversos “tentáculos”. O grupo apresentou a publicidade sob diferentes aspectos, tais como a difusão e a propagação de estereótipos existentes na sociedade (atingindo assim mais facilmente o público a que foi destinada), a manipulação de propagandas políticas e eleitorais e, enfim, a publicidade associada à figura do jornalista – a passagem foi exemplificada com a imagem de Joelmir Beting, jornalista econômico que fez uma campanha publicitária para o banco Bradesco.
O trabalho,enfim, foi bem apresentado e o grupo conseguiu incitar reflexões sobre a ética, por exemplo, na mídia, principalmente na propaganda.

Por Mariana Gabellini.

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Uma nova era

Maio 23, 2007

As inovações tecnológicas; dentre as quais a Internet 2.0 e o jornalismo colaborativo, muito bem expostos pelo grupo 1 em seu miniseminário; mudaram radicalmente as relações entre as pessoas. As distâncias estão cada vez mais reduzidas, na medida em que se pode conhecer qualquer pessoa via Orkut, Blog, Fotolog, etc. São indiscutíveis os benefícios que a tecnologia nos trouxe. Tudo ficou mais fácil. Mas também há desvantagens. Por exemplo, como cuidar de sua privacidade? E a questão da segurança pessoal, frente à enorme quantidade de crimes “virtuais” ? Foram algumas questões levantadas na apresentação e que merecem uma atenção especial. Que medidas podem ser tomadas a respeito? Fica aí minha questão.

Por Fernando Priore.

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Um tanto paradoxal

Maio 17, 2007

Como já se sabe, o papa Bento XVI veio à cidade de São Paulo na semana passada. Gerando forte modificação na rotina paulistana, grandes emoções, algumas polêmicas já previstas, surpresa no seu português perfeito (batendo de 10 nosso querido presidente), o encobrimento dos salários lá em Brazília e muitas outras coisas.

Mas o que mais me intrigou foi o seguinte relato:  ”Tanto o capitalismo como o marxismo prometeram encontrar um caminho para a criação de estruturas justas e afirmaram que elas, uma vez estabelecidas, funcionariam por si mesmas. Essa promessa ideológica tem se mostrado falsa.”

Então, se nem o marxismo, que pode ser entendido como socialismo científico, nem o capitalismo dão e/ou deram certo, o que afinal se espera?! Quem sabe um socialismo utópico, ou não?! Se alguém puder me esclarecer, agradeceria muito.

Por Cris Uehara.

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Utopia à cubana

Maio 11, 2007

Desde 1959, Cuba é o perfeito retrato de uma ilha utópica, como a descrita no livro de Tomas Morus. A ilha, que é a maior da Antilhas, ficou independente da Espanha em 1898, na chamada Grande Guerra e foi nessa época que os caminhos de Cuba foram traçados, já que dois importantes nomes entraram para a história. Em 1891 chega à ilha um rapaz de 20 anos chamado Angel Castro, que em 30 anos fez fortuna, casou-se e teve dois filhos, Fidel e Raúl Castro. Outro nome que ficaria para sempre marcado era o dos Estados Unidos. O país era um dos principais parceiros nas importações de açúcar, tabaco e frutas e foi com ajuda dos americanos que Cuba tornou-se oficialmente independente. Uma independência questionável, pois através de uma emenda na Constituição vários benefícios econômicos foram dados aos parceiros da América do Norte, tornando a ilha, segundo alguns historiadores, em um protetorado dos EUA.

A situação começa a mudar somente no ano de 1933 quando o sargento e estenógrafo Fulgêncio Batista chega ao poder. Sustentado pela máfia americana, que investia em cassinos, hotéis e cabarés, a capital Havana passou por uma intensa reurbanização. Para se ter uma idéia estima-se que 20 mil prostitutas trabalhavam em Havana, tornado-se a atividade mais rentável da ilha, ultrapassando frutas e tabaco. Em 1952, com o golpe militar a situação do país era a de uma bomba prestes a explodir. Misture pobreza, corrupção, um ditador violento, exploração estrangeira, crise econômica, Guerra Fria e pronto. Essa era a realidade cubana. Foi nesse cenário que surgiram e cresceram movimentos revolucionários, liderados pelo médico Ernesto Guevara e pelo advogado Fidel Castro e seu irmão Raúl.

Cuba

Em 1958 o clima era de guerra civil. Era apenas uma questão de tempo para a revolução chegar a Havana. “Não há mais show, Batista se foi”, era primeiro de janeiro de 1959. Dia da revolução.

“Digam aos irmãos do norte que fiquem tranqüilos, não pretendo exercer meu cargo até os 100 anos”, brincou Fidel Castro. Há pouco mais de 48 anos no poder o presidente não se cansa de repetir as estatísticas positivas do país. Com 97% da população alfabetizada, taxa de desemprego de 1,9%, menor mortalidade infantil do continente e expectativa de vida de 76,8 anos, Cuba é um dos últimos retratos da sonhada ilha de Morus. Devido ao estado de saúde do ditador a questão em pauta é o futuro do país. Será o socialismo enterrado junto com seu precursor?

Por Mariana Carrera.

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O mito das ilhas

Maio 3, 2007

O próximo seminário já se aproxima e coincidentemente – ou não – é o nosso. Esboçando o início (início, pois espero que o grupo dê continuidade) de uma série de assuntos relacionados ao livro Utopia, de Thomas More, começo hoje falando sobre a ilha, não especificamente a de More. Falo das ilhas que nos cercam por todos os lados e qual a significação impressa em sua imagem.

Ilhas, muita além da geografia

“Porção de terra cercada de água por todos os lados” é a definição empírica para as ilhas. Porém, seu significado usual vai muito além disso. Elas sempre foram sinônimo de algo isolado, muitas vezes melhor que a realidade, outras, não pior, mas diferente. A Utopia, ilha idealizada por Thomas More, esboçou a existência de um socialismo perfeito, mais tarde chamado de socialismo ‘utópico’ – termo que surgiu graças a More e denota impossibilidade.

Sobre as ilhas atuais, começo lembrando da Al Jazeera (“a ilha” em árabe). Canal de notícias do Catar e primeira rede de televisão árabe independente, não controlada pelo Estado e mantida pela verba de anunciantes; faz juz ao nome: em meio a um mar de areia e uma cultura extremamente conservadora, onde governos dificilmente permitem uma mídia mais atuante e opinativa, ela vai na contramão e sempre impressiona o mundo por sua independência editorial em coberturas polêmicas, como a guerra do Iraque, por exemplo.

Na ficção, Lost, o seriado de maior sucesso nos últimos tempos, narra a história de sobreviventes da queda de um avião em uma ilha misteriosa, em algum lugar do pacífico. Dizem que os personagens de Lost vivenciam um tipo de utopia social na ilha; não era exatamente a que o Sr. More imaginava, mas da pro gasto.

Em grandes cidades, como São Paulo, por exemplo, são comuns as ilhas de calor. Trata-se de um fenômeno que ocorre sobre grandes centros urbanos e consiste na presença de temperaturas maiores nas cidades que as encontradas em seus arredores; tudo isso em função dos chamados isolantes térmicos artificiais (asfaltos, concretos etc.) entre outros fatores que modificam as características naturais da região.

Na literatura, ilhas são estimados objeto de inspiração e cenário para os mais diversos tipos de contos, romances e poesias. José Saramago e Carlos Drummond de Andrade são exemplos de grandes autores que se renderam a mistificação e a amplitude de significados que só a sua imagem pode proporcionar.

Enfim, ilhas sempre foram – e continuam sendo – uma imagem genérica. Designo comum de lugares atípicos e lugares-comuns para realidades atípicas. Torna-se inteligível, portanto, o fato de Thomas More ter escolhido uma ilha para a idealização de seu projeto impossível.

Por Leonam Bernardo.