Posts de Agosto, 2007

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O poder da mensagem

Agosto 24, 2007

O primeiro mini-seminário deste segundo semestre abordou as “Mensagens Subliminares”, como são captadas e recebidas pelo nosso subconsciente e como podem nos manipular.
Foram abordados assuntos como “A Teoria da Conspiração” e a “Subjetividade do olhar”, explicando que a visão de cada um influencia na leitura das mensagens.
Durante a discussão após o seminário, o Prof. Dimas lançou uma questão, tangenciando, inclusive, o primeiro seminário do nosso grupo. Dimas propôs: Não seria a ideologia, subliminar?
Alguns concordaram, outros nem tanto.
Foi uma ótima escolha de tema, pois é um assunto bastante interessante. Entretanto, achei que poderiam ter sido exploradas mais imagens, que geralmente são ricas em mensagens subliminares e outros filmes e/ou desenhos, além do “Clube da Luta”, poderiam ter sido analisados.
No mais, o trabalho foi bem apresentado e bem organizado.
Para quem se interessa pelo tema, o grupo indicou um site: http://www.mensagemsubliminar.com.br

Beijos, até mais…
(E sorte para todos nós no seminário de terça-feira!)

Por Luana Neves.

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A utopia de Lula

Agosto 18, 2007

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De acordo com trechos retirados da Folha On line, aqui vão algumas frases do nosso excelentíssimo presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
“Acho que a crise aérea está resolvida em parte.”

“Crise é problema dos EUA e de bancos americanos.”

O presidente comenta: “Como só governou o país quem já tinha diploma universitário, possivelmente eles não tivessem preocupação com aqueles que não tinham diploma universitário, porque já estavam formados.” E continua. “Tem gente que critica o Bolsa Família como um programa assistencialista, porque a gente está dando o direito dos mais pobres comerem. Agora, essas mesmas pessoas que criticam o Bolsa Família não criticam uma bolsa de US$ 2 mil que a gente paga para um doutor se formar no exterior. Nós precisamos cuidar do doutor que vai para o exterior porque é importante para o país, mas não podemos aceitar o preconceito contra o que a gente dá para famílias mais pobres. Nós temos que cuidar da sociedade como um todo, mas temos que cuidar dos mais pobres em primeiro lugar.”

Gostaria mesmo de saber em que país ele realmente vive, pois pelo seu olhar tudo é lindo e não há problemas (e se por acaso existir, será sempre o último a saber). A crise aérea está quase resolvida, a crise nas bolsas do mundo não afetarão a economia brasileira e muitas outras coisas que me faz parecer que nosso presidente vive no “Maravilhoso Mundo de Lula”. Sei que a fantasia é sempre mais bonita, mas às vezes é necessário enfrentar a realidade, principalmente se governamos um país tão lindo como o Brasil.

Por Cris Uehara.

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O sexo do futebol

Agosto 14, 2007

Que o futebol sempre moveu multidões e é um orgulho nacional todos nós sabemos. Ultimamente o esporte não tem sido fonte de muitas alegrias, mas consegue não sair das páginas dos grandes jornais. Dessa vez o foco é em um único jogador, Richalyson, que decidiu vestir a camisa contra o preconceito a homossexuais e lutar contra esse lado sombrio da sociedade.

O primeiro clássico foi contra o dirigente do Palmeiras José Cyrillo Jr., quando no dia 30 de junho o jogador formalizou queixa-crime por comentário feito em um programa de esporte em rede nacional. Aparentemente seria uma vitória fácil.

Em 5 de julho, o juiz Manoel Maximiano decidiu que o caso não tinha base e registrou que futebol é jogo “viril, varonil, não homossexual”.

O preconceito não é um assunto novo, até mesmo no futebol. No documentário “Esperando Telê”, que será exibido nos dias 22 e 29 de agosto no Centro Universitário Maria Antônia, há uma declaração do técnico contra a presença de homossexuais no futebol. Um dos diretores, o psicanalista Tales Ab’Saber, em entrevista a Folha de S. Paulo diz ter discutido bastante a natureza contraditória do personagem e afirma que “o futebol é um campo sublimado da homossexualidade masculina.”.

O esporte influi tanto na sociedade que o professor de história medieval da USP, Hilário Franco Jr., publicou o livro “A Dança dos Deuses – Futebol, Sociedade e Cultura” (Companhia da Letras, 472 págs., R$54). No livro o historiador discute o futebol no Brasil na década de 40. Perguntado pela Folha de S. Paulo sobre o “caso Richalyson” o historiador disse que o comentário do dirigente do Palmeiras reafirma (sem justificar) a rivalidade entre os clubes e “se ‘o futebol não é para homossexuais’, a magistratura não é para preconceituosos.”.

Talvez esse seja o alerta para todos os cidadãos, principalmente para os torcedores. O caso servirá de exemplo da luta contra uma mazela da sociedade. O triste é saber que esse não foi o primeiro e nem será o último caso de preconceito contra homossexuais.

Por Mariana Carrera.

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Entre a Tam e o Pan – Inovação assusta

Agosto 5, 2007

Se a matéria garantida das últimas semanas de julho era sobre o Pan, o acidente da Tam surgiu para quebrar a monotonia das notícias ou apenas reforçar a falta de ciclicidade das informações na imprensa?

E assim começa mais um bimestre. Se há quase um mês fora Renan Calheiros e há um ano “o tal” do Roberto Jefferson os participantes do grande espetáculo midiático brasileiro, dessa vez os jornalistas não conseguiram se decidir.

Durante a exibição dos Pan-Americanos, tanta coisa quis acontecer junta. O povo decidiu vaiar Lula, e depois vaiar os adversários. O Brasil ganhou um ouro nos primeiros dias, e continuou fazendo sua pontuação crescer para chegar num admirável terceiro lugar na classificação geral. O pessoal decidiu relembrar o patriotismo apesar de não saber o nome de 10% dos brasileiros que estavam lá competindo por medalhas (e que ainda não sabem os nomes daqueles 90% que não conseguiram colocar a mão no acrílico que envolvia os metais tão desejados).


pra quem?

Estava tudo programado: o Pan seria noticiado constantemente nas três emissoras abertas que se dispuseram a exibi-lo – Globo, Record e Band – e nada poderia quebrar essa unicidade de notícias. As atividades desportivas se tornariam o centro das atenções pelo período de 17 dias que envolvesse os acontecimentos, e não se esperava nenhuma notícia mais importante durante esse período. As acusações contra Renan Calheiros, a violência do Rio, o caos aéreo, tudo isso passou para segundo plano pelo simples orgulho do brasileiro que não desiste nunca poder assistir às equipes universitárias dos EUA vencerem grande parte das modalidades disputadas no tal do BrasilBrasileiro.

A monotonia da notícia foi quebrada pelo nem tão surpreendente, mas terrível impacto do Airbus que levava o vôo 3054 no trajeto Porto Alegre – São Paulo. O acidente surgiu como furo para as emissoras que exibiam os jogos. Instantes após o impacto, os jogos foram deixados de lado por cerca de duas horas. Nada mais importava do que conseguir alguma informação certeira sobre o choque do avião contra o prédio. Notícias erradas eram transmitidas, o número de mortos no acidente crescia a todo momento. Surgiu uma disputa instantânea sobre o primeiro a conseguir o dado mais preciso ou a declaração mais bombástica de qualquer que fosse o órgão – Governo do Estado, Anac, Tam – ou pessoa – “oi, pedestre, você sabe o que está acontecendo?”.


SAI, TÔ FILMANO

Nos dias seguintes, as dúvidas eram evidentes e perduravam. Exibições de jogos eram subitamente interrompidas para que novas imagens fossem exibidas. Entre o “GOOOOOOOL” do Galvão e um prédio já condenado, a distância era de 30 segundos. E o que separava a Ana Hickmann e a “traseira” do avião era a notícia de uma nova medalha.

Diante de situações como essas, em que duas grandes notícias devem ser transmitidas, como distinguir a que mais interessar ao espectador? E o que dá a essas informações o valor de relevarem as demais? Seria pretensioso esperar de um jornalista que ele busque fatos diferentes e que fujam do lugar-comum [ainda que momentâneo] para mostrar ao seu público?

Resumindo: Por mais que tenha valor noticioso um acontecimento trágico como a queda do avião ou festivo como a realização do Pan no Rio, não é aceitável que se neguem os demais acontecimentos. Dissecar um assunto à exaustão torna a busca pela notícia maçante e previsível. Por que gerar essa domesticação no público?

Às vezes o problema está nele mesmo. Talvez seja hora de o povo acordar e perceber que o mundo não é vivido só de fatos importantíssimos e de gigantes proporções. O mínimo também faz diferença, não deve ser subestimado, e é muitas vezes dele que surge o glorioso e inesquecível.

Algumas vezes a equação parece mais simples que isso. Ibope enche a barriga do Bonner e dos três pequerruchos… mas a busca por ele mata a consciência crítica de quem assiste.

Dá-lhe vídeo amador neles, cinegrafista anônimo! E que venham dedos apontados, culpados mortos e “Deus que nos proteja” nos próximos vôos…


assim seja

Por Camilla Rolim.

p.s.: E a greve do metrô veio aí pra atolar a mídia mais uma vez, eô, eô!